terça-feira, 24 de março de 2015

Pontes literárias: entre a pequena cidade e a metrópole.



            No final de semana participei de duas festas de premiações literárias, uma em Monte Sião/MG (sábado) e outra em São Paulo/SP (domingo).
            O que mais me encanta nesses encontros é ver o quanto a literatura nos une. Não importa se esse encontro se dá em uma pequena cidade de pouco mais de 20 mil habitantes ou em uma metrópole com mais de onze milhões de almas. Não importa se as linhas são traçadas por uma menina de 8 anos ou um homem de 91. Não importa o local, se profano ou sagrado, nem sequer a língua em que a literatura é criada, até mesmo tão aparentemente distintas quanto o português e o japonês. Literatura é tudo aquilo que nos torna iguais, que nos une, pois é a palavra a nossa característica mais humana.



            Em Monte Sião, belíssima cidadezinha mineira, minha musa e eu fomos recebidos pela Fundação Pascoal Andreta, durante a cerimônia de premiação do Concurso Fritz Teixeira de Salles de Poesia. Coral, bela música, poesia. Entre os premiados, eis que encontro três monges do Mosteiro da Santíssima Trindade, com seus sorrisos de paz... E uma menina de oito anos recitando estes belos e verdadeiros versos, de sua autoria:

“[...] No mundo há muitos jardins
que enfeitam, perfumam
e embelezam
tudo enfim”.

(Trecho de “Um mundo florido”, de Luiza Helena Borges Marcuz)

            Realmente, no mundo há muitos jardins. Tão belos quantos os de Monte Sião e os que florescem nos corações dos habitantes desta cidade. Uma cidade com pouco mais de 20 mil habitantes, que é capaz de lotar um auditório em um evento poético!
            No dia seguinte, rumamos para São Paulo, onde fomos recebidos pela Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku, para a cerimônia de premiação do 32º Concurso Literário Yoshio Takemoto. No coquetel, sushis e outras delícias da culinária japonesa. Entre os premiados, um escritor japonês de 91 anos, que já havia sido prisioneiro na Sibéria e colono na Amazônia, experimentando em uma vida (como ele disse em japonês) intensamente desde o frio ao calor. Um homem cuja geografia ultrapassa qualquer fronteira linguística, porque ele é um homem da palavra, assim como a menina-poeta, os monges da Santíssima Trindade e todos os que foram premiados em ambos os concursos. E não me refiro aos cheques recebidos, diplomas ou os nossos trabalhos impressos em belas publicações. Prêmio maior foi ter conhecido cada uma dessas pessoas, unidas pela literatura, que com certeza irão fazer parte da minha biblioteca da vida.


Para ler os trabalhos premiados do  XIII Concurso “Fritz Teixeira de Salles”, incluindo o poema completo da Luiza, clique AQUI.
Para ler os trabalhos premiados do 32º Concurso Literário Yoshio Takemoto, adquira o seu exemplar com a Nikkei Bungaku, seguindo as instruções, AQUI.


Muito obrigado a todos da Fundação Cultural Pascoal Andreta, da comissão organizadora e julgadora e a todos que apoiaram e apoiam o “Concurso Fritz Teixeira de Salles”, Colégio Objetivo, Hotel Villa de Minas, a todos de Monte Sião. Obrigado ao poeta Eraldo Monteiro, pelo encantador exemplar de “Colcha de Retalhos”.

Muito obrigado a todos da Associação Cultural e Literária Nikkei Bungaku, da comissão organizadora e julgadora e aos que apoiam o “Concurso Literário Yoshio Takemoto”. Obrigado a Associação Miyagui Kenjikai e Fundação Kunito Miyasaka. Obrigado a Danita Cotrim e a Nina Ferraz, pelo instigante exemplar de “A medida de todas as coisas”.

Na antologia do Concurso Fritz Teixeira de Salles há o seguinte agradecimento: "Diversas pessoas amigas, por não conseguirem compor uma poesia, participaram do Concurso oferecendo a bebida para o coquetel". Meus agradecimentos a todas essas pessoas também, não há como nomear tanta gente boa que apoia e acredita na literatura, por isso, o meu abraço a todas elas, em um anônimo (e fraternal) brinde! Muito obrigado!


Quem quiser participar de algum concurso literário, acesse o blog "Concursos Literários". Boa sorte, bom trabalho e bom encontro!







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